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Vidros Especiais

Com avanço tecnológico na criação de micro camadas surgiram inúmeros tipos de vidros especiais. Na realidade, esses vidros possuem camadas de diversos tipos de materiais diferentes, camadas essas de dimensões microscópicas, que oferecem diversas características diferenciadas ao vidro.

Tipos de vidros especiais: controle solar, autolimpante, baixa reflexão e baixo-emissivo.

Vidro de proteção solar
Também conhecido como vidro refletivo ou de controle solar, oferece uma solução arquitetônica contemporânea, sendo indicado para locais onde há grande incidência de raios solares, como fachadas de prédios, janelas, portas, sacadas e coberturas, pois proporciona melhor conforto térmico. Eles têm a função de reduzir a entrada de calor para o interior do ambiente, além de produzir um controle na entrada da luz para o interior das edificações.

Da radiação solar que passa pelo envidraçamento, parte é automaticamente refletida para o ambiente externo, e parte é absorvida pelo vidro, minimizando a quantidade de calor que atinge efetivamente o ambiente interno. Com isso a temperatura interna fica mais agradável e você reduz o consumo de energia elétrica com o ar condicionado e a luz artificial. Produtos ideais dentro do conceito de sustentabilidade, por proporcionar condições para obtenção de certificações tais como LEED, Aqua e outras.

Vidro autolimpante
Vidros autolimpantes são produzidos a partir de um vidro float que recebe uma camada ainda no seu processo de fabricação. Essa camada aproveita a força dos raios UV (Ultravioleta) e da água da chuva para combater a sujeira e os resíduos que se acumulam no exterior e desta forma, mantém a superfície do vidro limpa. Esse processo possui um caráter sustentável extremamente forte pois, além de reduzir o consumo de água, haja vista que sua limpeza é menos freqüente e utiliza a própria água da chuva para isso, reduz o consumo de detergentes que, em muitos casos, afetam o eco sistema. O vidro autolimpante é visualmente idêntico aos vidros normais, ele garante uma visão nítida em todas as situações, mesmo em dias de chuva; e a camada autolimpante é integrada ao próprio vidro e por isso tem um alto nível de durabilidade, não se desgastando ao longo do tempo. Deve ser aplicado sempre na parte externa das edificações como fachadas, coberturas, janelas, portas, sacadas e outros e em áreas altamente poluídas.

Vidro com baixa reflexão
É um vidro float extra clear (vidros com baixa concentração de ferro em sua composição e por isso são extremamente claros e não esverdeados) que recebe uma camada capaz de reduzir a reflexão em 5 vezes (comparado ao vidro float incolor). Ideal para vitrine, showrooms, museus, concessionárias, displays e outros tipos de aplicação que necessitem evitar o incomodo reflexo da luz no vidro o que, em muitas vezes obriga a pessoa a criar sombra em frente para observar o objeto que está atrás do vidro.

Vidro baixo-emissivo
É um vidro produzido em processo off-line e que apresenta baixa emissividade, ou seja, não permite a troca de calor entre o ambiente interno e externo. Quando utilizado como vidro duplo, isola termicamente até 5 vezes mais do que um vidro transparente monolítico. Possui aparência de um vidro float incolor, reduzindo a entrada de calor ou frio. Usado no mercado de refrigeração comercial e na construção civil, em fachadas e coberturas.

Vidro Anti-riscos
O vidro anti-riscos foi uma novidade implantada no Brasil.O produto possui um revestimento especial aplicado durante o processo de fabricação do vidro que lhe confere resistência a riscos e arranhões 10 vezes mais que os comuns.

Vidro Antivandalismo
O vidro antivandalismo é um vidro multilaminado capaz de preservar ambientes contra ataques de pedras, marretas, entre outros. Apesar de ser um vidro multilaminado assim como o blindado, o antivandalismo se difere na composição e na aplicação indicada. É composto por duas ou mais lâminas de vidro intercaladas com polivinil butiral (PVB) ou resina. A composição, no entanto, pode variar de acordo com o fabricante. O multilaminado antivandalismo deve ser encaixilhado na instalação e pode ser feito com espessuras de até 60 mm.

Especialmente indicado para vitrinas de lojas de luxo, jaulas envidraçadas para animais selvagens, cadeias, casas de câmbio, lojas de antiguidade, casas de armas, hospitais psiquiátricos, relojoarias e joalherias.

Vidro Resistentes a bala
Chamados também de vidros blindados ou vidro à prova é um vidro multilaminado que protege ambientes e veículos automotores contra disparos de armas de fogo. Cada fabricante desse tipo de vidro pode lançar mão de uma composição específica. Na maioria das vezes, o vidro blindado é fabricado por meio de um processo de calor e pressão, que utiliza – intercaladamente – duas ou mais lâminas de vidro, polivinil butiral (PVB) ou resina, poliuretano e lâminas de policarbonato. Todos os itens são unidos, tornando-se resistentes. São estas camadas plásticas entre as lâminas de vidro que amortecem o impacto e aumentam a resistência do material.

As espessuras e quantidade de lâminas variam de acordo com o nível que se deseja proteger. Esses níveis (que vão de 1 a 4 com intermediários) são classificados conforme a norma NBR 15.000 – Blindagens para impactos balísticos – Classificação e critérios de avaliação. O Exército Nacional é o responsável por certificar os fabricantes para produção e comercialização do vidro. Ou seja, somente as empresas que passarem pelos testes aplicados pelo Exército são autorizadas a produzir e comercializar o vidro blindado.

Considerado um escudo transparente resistente à penetração de projéteis provenientes de armas de fogo. Ao atingir o vidro, a energia inicial do projétil é paulatinamente absorvida e dissipada pelas sucessivas camadas que compõem o vidro blindado.
Aplicações

Especialmente indicado para automóveis, veículos de transporte de valores, guaritas, bancos e residências.

Vidro Resistente ao fogo
Os vidros resistentes ao fogo, também chamados de vidro antifogos, são vidros laminados compostos por várias lâminas intercaladas com material químico transparente, como o gel intumescente, que se funde e dilata em caso de incêndio. Ou seja, no momento em que o vidro recebe calor procedente do fogo e a temperatura eleva-se, o processo de intumescência é ativado, criando uma barreira opaca ao fogo. Esse processo também pode ser ativado por um excesso de temperatura ou de raios ultravioleta derivados da radiação solar. Durante um incêndio, o gel é capaz de absorver a radiação térmica, detendo a pressão do incêndio e mantendo constante a temperatura sobre a face do vidro, oposta ao fogo.

O desempenho do vidro resistente ao fogo depende de muitos detalhes técnicos envolvendo a instalação e o tipo de vidro a ser utilizado. Ou seja, se o vidro tiver de resistir a sessenta minutos de incêndio, o caixilho deverá seguir a mesma regra de resistência. Isso significa que o comportamento dos diferentes materiais deve ser conhecido e projetado para que o sistema funcione de acordo com o esperado. Todo projeto necessita de um sistema completo resistente ao fogo pelo tempo necessário de acordo com a legislação nacional de cada país. Os especificadores devem estar atentos se existe a necessidade da utilização de um vidro pára-chamas (que impede a propagação do fogo, mas deixa o calor passar para outro ambiente) ou um corta-fogo (barra tanto a chama como o calor). Ou seja, o vidro é pára-chamas quando resiste, sem deformações significativas, o tempo para que foi classificado (estabilidade mecânica) e, também, é estanque às chamas e aos gases quentes (estanqueidade). O corta-fogo atende à estabilidade mecânica e à estanqueidade e, ainda, impede a auto-inflamação da face não exposta ao fogo ou dos objetos mais próximos (isolamento térmico).

De ação preventiva, sua função é a proteção contra incêndio - fogo, gases e fumaça. O tempo de resistência do vidro resistente ao fogo pode variar conforme sua espessura. Dessa forma, permite evacuação segura, enquanto os bombeiros combatem o fogo. Com esse tipo de vidro, o consumidor diminui a preocupação com incêndios. Além disso, o vidro não se funde e proporciona isolamento térmico.

Sempre que se desejar compartilhar um ambiente, ou seja, mantê-lo isolado do incêndio, proporcionando a evacuação do edifício, o antifogo deve ser utilizado. Em áreas como rotas de fuga, caixa de escada, compartimentação nas fachadas entre andares e compartimentação horizontal de laje, o antifogo é necessário. Pode ser aplicado em divisórias, fachadas e coberturas que necessitam de integridade garantida pelo tempo especificado durante um incêndio.